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  • Jorge De Barros

A SAGA DE "OS LUSÍADAS" EM QUADRINHOS (em construção)

Mais que um livro e um autor, “Os Lusíadas” é um monumento e Camões é um herói. Quem seria então a “Gente ousada, mais que quantas no mundo cometeram grandes cousas” capaz de encarar a tarefa de adaptar essa Obra (com “o” maiúsculo) para a forma prosaica dos quadrinhos?

Publicado em 1572, “Os Lusíadas” é a grande epopeia da língua portuguesa, escrita aos moldes clássicos e emulando a poesia épica da antiguidade, de Homero à Virgílio. Tudo no livro é imponente e ameaçador como o Mar-Oceano: escrito por um gênio, no auge do Império Português, narra um dos maiores feitos da navegação europeia, que foi a descoberta de um caminho para as Índias contornando a costa do continente africano por Vasco da Gama. Enfim, um autor grandioso, um assunto grandioso e um povo no auge de seu desenvolvimento, tal é “Os Lusíadas” de Camões. Também é monumental a sua forma: 1102 estrofes de oito versos, totalizando 8816, todos com dez sílabas métricas e rimas regulares.

É portanto obra fundamental, diversas vezes retomada, readaptada e referida pela cultura lusófona, grandes obras literárias subiram em seus ombros, como “Mensagem” de outro gênio Fernando Pessoa e “A Invenção de Orfeu” do gênio ainda incompreendido Jorge de Lima.

Entrando no campo dos quadrinhos, o registro mais antigo de uma adaptação do poema camoniano para a nona arte, segundo dados do site “Guia dos Quadrinhos”, data de 1973, de autoria do mestre Pedro Anísio (criador do personagem “Judoka), pela Editora Ebal. Em terras portuguesas existe uma cultuada adaptação, publicada entre 1983 e 1984, de José Ruy, publicada pela Editorial Notícias e que teve, 25 anos depois, uma reedição comemorativa em volume único pela Editora Âncora.

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